Nossas noivas: Tomara de caia para noivas

Bom dia !
Hoje vamos falar sobre o famoso e intrigante decote Tomara Que Caia !

“Embora seja uma variação dos corseletes do século 15, o tomara-que-caia como conhecemos hoje surgiu em 1946, quando o figurinista Jean Louis criou um modelo de cetim para a atriz Rita Hayworth usar no filme Gilda. Nos anos 1950, o estilista Balenciaga fez esse decote com corpo justo e saia rodada, que é copiado até hoje. “Por causa das barbatanas e da estrutura rígida, o tomara-que-caia afina a cintura e mantém a postura reta”, explica Fran Scheck, modelista a Escola Sigbol Fashion, de São Paulo. Atualmente, ele é o modelo preferido das noivas e das atrizes de cinema em noites de gala.”. (Fonte: Manequim.com.br)
 Aqui no ateliê ele é muito usado, em quase todos nossos modelos, pois ele se adapta bem na maioria dos corpos. Mesmo quando a intenção não é mostrar o colo, ou deixá-lo na transparência, o modelo permite firmeza no corpo, possibilitando inclusive dar formas mais acinturadas.
Por exemplo a estrutura que mais agrada as nossas clientes na hora de fazer um vestido sob medida é justamente aqueles que levam um corset interno, que só funciona se o vestido/base for tomara que caia. Esse corset feito com tecidos especiais, firmes, com barbatanas, não fica aparente no vestido, então as chances de aparecer costuras grosseiras, marcas da colocação das barbatanas, fica tudo "escondido" dentro do vestido e mesmo assim mantem a forma, como nesses casos:
Nos casos acima, o tomara que caia é usado de diferentes formas, seja coração ou reto, o tule ou renda (ou outro material) é que vai caracterizar o decote, podendo ele ser em v, careca, bateau, ombro à ombro, entre outras infinitas possibilidades.

Mas, para ilustrar esse post, vamos falar de uma noiva que queria um decote tomara que caia, mas com uma leve transparência por cima, que inclusive deu possibilidade à uma pala em forma de manga.
O problema e o que acaba impedindo algumas noivas na hora de optar pelo tomara que caia é o desconforto ou a impressão de que está caindo. 
Nesses casos que não tem uma outra estrutura ou transparência que sobreponha o tomara que caia, sempre deixamos de um jeito que não vai cair, incomodar, porque além de ser feito em materiais firmes e resistentes, criamos fechamentos "fakes" no vestido, que na verdade é o que vai segurar o vestido no lugar, e não o decote em si.
No caso dessa noiva, Daniela, o vestido era todo de um cetim pesado, revestido com renda francesa. No decote, aplicamos um tule off white criando uma segurança maior para o vestido e não deixando o colo tão a mostra. Para aproveitar o tule, foram aplicadas palas em forma de mangas, bordadas em pérola como no barrado do vestido.
 Além disso, na saia havia um tule sobreposto, que garantiu um barrado diferente e inusitado com bordado de pérolas, que permitia visualizar a renda de baixo e criou um visual muito legal ao movimentar-se no vestido.
 Então, sempre atente-se ao visual que procura no vestido de noiva, mas permita-se a testar diferentes estruturas, pois o tomara que caia pode sim não cair (e nem dar a impressão de que está caindo) !
Fiquem com mais fotos dessa nossa noiva querida ♥
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ABOUT THE AUTHOR

Esther Bauman, estilista da antiga marca Acquastudio, hoje mantem seu ateliê sobe medida em São Paulo, atendendo noivas, mães de noiva e de noivo, madrinhas, convidados, entre outros. São tantos detalhes e dicas dadas durante as provas de roupa, que resolvemos criar este blog para mostrar tudo que a Esther soube e aprendeu do universo dos casamentos nesses 25 anos de carreira. Sapatos, bolsas, cabelo, vestidos bordado ou com renda, lojas, dicas, tudo para as noivas.

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